Roberto Shinyashiki, chegou cedo ao encontro e distribuiu sorrisos. Super simpático, nos concedeu uma rápida entrevista, da qual você confere com exclusividade aqui.

Roberto Shinyashiki: liderança em um mundo de conexões

Roberto Shinyashiki: liderança em um mundo de conexões


Roberto, as pessoas nascem líderes ou aprendem a ser?

As pessoas nascem com uma predisposição para a liderança, mas se elas não aprenderem a ser, não irão exercer. Elas  já tem um conceito de liderança clássico formado, um bom exemplo são as manifestações de julho. As pessoas perguntavam “É uma manifestação sem líder?”. Não, essa é a nova liderança, na qual as pessoas se expressam. Eu tenho certeza que líderes políticos adorariam ter uma pessoa ali para negociar, mas a verdade é que não existe mais esse tipo de liderança formal. Se a pessoa não entende essa nova dinâmica, fica perdida em seu próprio talento.

 Qual é o maior desafio que uma pessoa precisa vencer para se tornar um bom líder?

O maior desafio é compreender o jeito de funcionar do grupo. As pessoas tendem a não ver a evolução. O mundo evolui e as pessoas ficam para trás. As lideranças precisam entender essas mudanças. Nós precisamos entender  que as pessoas não mudam não por resistência, mas sim por dificuldade de entender o novo. Eu hoje sou um dos profissionais que melhor usa marketing digital e as redes sociais. Em todas as métricas, eu estou fazendo seminários de marketing digital, redes sociais, tráfego, há uns 5 anos. Me lembro de ir para os seminários e não entender sobre o que era falado na turma. Não entendia o linguajar, o que é uma landing page ou uma hashtag. E só  porque eu sou um sujeito obstinado é que eu consegui fazer essa passagem. Muitas vezes, no meio do caminho, eu me sentia totalmente incompetente para entender esse novo jeito de funcionar.

Veja só, hoje as pessoas vendem infoprodutos. Eu acho o livro fundamental e não consigo imaginar como seria minha carreira sem eles. Imagine Roberto Shinyashiki não escrever o sucesso “Ser Feliz” e “Revolução dos Campeões”? Eu não chegaria onde cheguei sem livros. Mas hoje as pessoas fazem um infoproduto, colocam 10 aulas em uma plataforma e vendem.  E não vendem por 30 ou 40 reais, vendem por mais de 1000 reais. E se eles venderem 1000 produtos cobrando 1000 reais, ganham 1 milhão. É muito dinheiro, mas é possível. Ser um escritor e editor de livros não me impede de ser um produtor de infoprodutos e trabalhar essa nova maneira. Então, como líder, nós precisamos dar suporte à equipe e as pessoas que têm essa dificuldade de aprender o novo.

Conte para nós, na sua opinião o que é e qual a importância da Gestão do Capital Humano ou Gestão de Pessoas?

O ser humano não é um capital, é um ser humano. A palavra não pode ser capital. Capital são prédios e dinheiro… pessoas fazem parte das empresas, então vamos chamar de Gestão de Pessoas. Quando vemos hoje em dia que na empresa existe o nós e o eles, essa empresa perde a força. O capital pode ser uma coisa à parte, mas a equipe não pode ser separada. Não existe vida se eu tiro uma parte do meu corpo.

Eu preciso envolver as pessoas na construção de um projeto porque essa participação faz com que todos participem do resultado final. Por exemplo, durante o processo para escrever um livro eu costumo trabalhar na minha rede social pedindo a participação e opinião das pessoas que estão ali. Pergunto sobre o que eles gostam, o que acham sobre o tema abordado, roteiro, título, tudo. Quando o livro fica pronto, as pessoas vão buscar o livro que elas mesmas ajudaram a construir porque elas se sentem responsáveis por aquele trabalho. Eu, como presidente da Editora Gente, vejo que 90% dos livros que chegam até nós foram livros em que os autores construíram solitariamente, sem conversar com ninguém, nem com público e nem com pessoas da área. Na minha opinião, não há uma separação de eu (Roberto) como escritor, a minha equipe e o meu público, não somos seres separados. Todos participam. Essa é a nova liderança: a que você entende que não existe separação.

Você é médico psiquiatra, pós-graduado em administração de empresas, escritor, palestrante, editor, presidente da Editora Gente e possui uma vida toda de experiência. Como você une todo esse conhecimento no seu dia a dia e no seu trabalho?

Essa pergunta é muito interessante porque, veja bem, eu abandonei pouco. Eu tinha uma banda de rock e o primeiro dinheiro que ganhei na vida foi como guitarrista, há 45 anos atrás.  Fui para a faculdade de medicina e fiz cirurgia porque eu era duro e se eu fosse assistente de cirurgia eu ganharia um dinheiro legal. Mas eu também queria ser psiquiatra e fui terapeuta de ministros, governadores, presidentes e empresários. Acabei indo para o mundo empresarial, fiz MBA na USP e achei pouco, então fiz doutorado em administração, trabalhei com atletas olímpicos e me especializei.

Quando eu parei de fazer cirurgia, não deixei de ser cirurgião. Quando deixei de ser terapeuta, não parei de fazer terapia. Se você observar a minha palestra, por exemplo, é uma terapia de grupo. Às vezes para 1.000 pessoas, outras vezes para 25, 30 mil convidados. Eu continuo sendo terapeuta de grupo, eu não mudo. Às vezes as pessoas choram, outras vezes riem… e por quê? Porque eu vejo as pessoas como seres humanos que possuem emoção. O primeiro slide da minha palestra é “Como ser feliz debaixo de tanta pressão?”.

Todo o contato que eu tenho com as pessoas e tudo que eu aprendo escrevendo me faz ser escritor o tempo todo. De repente hoje eu escrevo uma história sobre uma jornalista que me entrevistou. Às vezes eu brinco dizendo  “escritor não conversa, colhe histórias”.

A Priscila, palestrante da minha equipe, diz que eu sempre ajo como cirurgião. Quando você vai operar você não pode errar. E quando eu cheguei aqui hoje a primeira coisa que eu fiz foi passar o som e ver os slides, porque se você descobre no meio da cirurgia que não tem um instrumento necessário, ferrou tudo. Como cirurgião, eu preciso analisar toda a situação, tudo precisa estar pronto na cabeça. Então eu abandonei pouco do meu passado e trouxe um pouquinho de cada lugar para continuar usando tudo isso. Eu não faço nada sem pensar.

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